Petição para Renato Casagrande
CONTRA A REABERTURA DAS ESCOLAS NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

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Vitória, 14 de julho de 2020

Ao Governador do Espírito Santo Ilmo.Sr Renato Casagrande

Causa-nos estranheza que algumas escolas particulares estejam anunciando que o retorno das aulas presenciais para o início de agosto, mesmo que as informações divulgadas no Painel Covid-19 - plataforma digital da Secretaria de Saúde do Etado que atualiza as notificações da doença em tempo real -registrem às 18:30 desta terça-feira, 14 de julho de 2020, 65.213 casos confirmados, 75.316 suspeitos, 2.082 óbitos, taxa de ocupação de leitos em UTI superiores a 84% e disponibilidades de testes inferior a 11 mil. Cabe ressaltar, ainda, a necessidade de se considerar a perigosa subnotificação de casos, uma vez que a quarentena foi afrouxada sem condução de testagem em massa.

Essas instituições privadas que têm informado o retorno das atividades presenciais no início de agosto, informam também que cumprirão medidas como o controle do fluxo de entrada, aferição da temperatura, disponibilização de álcool em gel 70%, uso obrigatório de máscaras e distanciamento mínimo de 1,5 metro. Além disso, têm anunciado que a presença não será obrigatória.

Em contrapartida, a ciência, por meio de pesquisas científicas conduzidas por instituições mundialmente referenciadas, aponta que a pandemia no Brasil está fora de controle.

Como podemos, portanto, pensar em retorno às escolas no atual cenário? Como desconsiderar o fato de que a reabertura das escolas contribuirá fortemente para o aumento do número de vítimas, incluindo os trabalhadores da educação e os estudantes, além de seus familiares?

Diante do exposto, nós, pais, mães, familiares e responsáveis por estudantes matriculados em escolas das redes pública e privada do Espírito Santo, manifestamos total indignação a qualquer proposta que negue as evidências científicas e ignore as medidas de isolamento social como forma de prevenir o contágio e conter o avanço do novo coronavírus.

Somos contrários à reabertura das escolas enquanto a transmissão comunitária do novo coronavírus não estiver controlada, num contexto de baixa transmissão comunitária, que tenha sido eficazmente suprimida com uma estratégia adequada.

Destacamos abaixo os seis critérios recomendados pela OMS e que somos favoráveis para orientar o planejamento da retomada das atividades:

  1. A transmissão da doença deve estar controlada, que inclui: disponibilidade de pelo menos 30% dos leitos leitos de UTI nos municípios; Diminuição de no mínimo 50% dos casos durante um período de três semanas; Redução do número de mortes entre casos confirmados e prováveis pelo menos nas últimas três semanas; Redução constante do número de hospitalizações e internações em UTI de casos confirmados e prováveis pelo menos nas últimas duas semanas; Disponibilidade do sistema de saúde para absorver um aumento de, pelo menos, 20% dos casos COVID-19.
  2. O sistema de saúde deve estar pronto para detectar, testar, isolar e tratar pacientes e rastrear contatos, devendo os Estabelecimentos de Atenção em Saúde: contar com testes para detecção de COVID-19; ter disponibilidade para identificar e registrar novos casos e ter seus dados incluídos na análise epidemiológica dentro de 24 horas; Ter em torno de 90% dos casos suspeitos isolados e confirmados/liberados dentro de 48 horas, após o início dos sintomas; possibilidade de pelo menos 80% dos casos novos rastreados e colocados em quarentena em até 72 horas, após a confirmação; capacidade para acompanhar pelo menos 80% dos contatos durante 14 dias e ser capaz de testar pelo 10 contactantes por suspeito/confirmado.
  3. Os riscos de surtos devem estar minimizados em estabelecimentos de saúde, escolas e asilos, garantindo o monitoramento da saúde de toda população escolar, com vistas ao diagnóstico precoce, ou seja, no início dos sintomas,com testagem e acompanhamento clínico.
  4. Medidas preventivas devem ser adotadas em locais de trabalho, escolas e setores essenciais, com apresentação de um plano detalhado de medidas sanitárias, higienização e garantia de distanciamento entre as pessoas no ambiente escolar e salas de aula.
  5. Risco de importação de doença, vinda de outros lugares, devem ser administráveis.
  6. Comunidades devem ser educadas, engajadas e empoderadas para se adaptar às novas regras
14 de julho de 2020

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